2 anos de vendaval: sensação de recuperação prevalece


Postado em 16/10/2018 às 08:38 por Rinalda Zago


Foto: Divulgação

No dia 16 de outubro de 2016 a região era surpreendida por um vendaval de enormes proporções, que atingiu principalmente Tubarão e deixou um cenário de destruição. Galpões de empresas vieram abaixo, casas e escolas foram destelhadas, algumas completamente destruídas, árvores foram arrancadas. Uma criança morreu.

Hoje, exatos dois anos depois do vendaval, apesar de perdas irreparáveis, a sensação é de que a cidade, aos poucos, conseguiu voltar à normalidade. Pelo menos essa é a avaliação do presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Edson Martins Antônio.

“Depois de dois anos do vendaval que assolou Tubarão, a cidade já retornou ao ritmo normal. É claro que o prejuízo econômico da época não se recupera, inclusive algumas empresas tiveram sérios problemas financeiros, outras até fecharam as portas por conta do evento. Mas o tubaronense é batalhador e se reinventa”, avalia Edson.

O presidente da Acit também destaca que o governo do Estado e a entidade atuaram juntos para ajudar as empresas e a cidade na tentativa de minimizar os prejuízos. “Uma destas ações foi a força-tarefa junto aos bancos estaduais, de crédito e fomento, para minimizar as dúvidas e tentar encurtar as distâncias na captação de novos créditos para a reestruturação de seus negócios”, elenca.

Já na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Harrison Marcon Cachoeira, ainda há vestígios de estragos, “especialmente para algumas empresas que foram duramente atingidas e não conseguiram se reerguer totalmente”, comenta.  

Harrison também lembra que na área pública a recuperação também não se deu como se esperava, e dá como exemplo a unidade do Ceasa, que ainda não foi recuperada. Para ele, faltou agilidade no aporte de recursos que permitisse a recuperação de empresas destruídas e, também, empenho do governo para recuperar os prédios públicos com mais rapidez.

“Mas o tubaronense é um povo forte e as superações em relação aos desastres naturais têm mostrado seu empenho pessoal em se reerguer. Foi assim com a grande enchente de 1974, e depois com o vendaval de 2016. As marcas podem não ser apagadas, como também a luta de cada um pelo seu retorno à vida normal”, comenta Harrison.

Novo radar aprimorou ação da Defesa Civil

O vendaval de 2016 chegou de surpresa. Sem alertas meteorológicos, o resultado poderia ter sido mais trágico se não fosse aquele 16 de outubro um domingo, o que significaria um movimento muito maior de pessoas nas ruas.

Hoje, dois anos depois, as condições para prever esse tipo de situação estão mais aprimoradas. Segundo o gestor coordenador da Defesa Civil de Tubarão, Djalma Alves, desde a instalação do radar meteorológico Sul, ocorrida em janeiro deste ano, a previsão de fenômenos climáticos ficou mais precisa.

“Esse radar móvel, que foi instalado em Araranguá, nos dá informações para que possamos fazer um planejamento horas antes. Se hoje formos atingidos por um vendaval como o de 2016, poderemos estar cientes da ocorrência pelo menos três horas antes de sua chegada. É uma previsão de 100%”, destaca Djalma.

Segundo ele, numa situação como essa o trabalho principal seria voltado à segurança das pessoas. “Poderíamos tomar providências para evacuar as ruas, informar as pessoas para que se protejam em locais seguros. Nosso foco é salvar vidas humanas e também de animais”, comenta o gestor da Defesa Civil.

Além disso, Djalma Alves reforça que, a partir de 2017, a Defesa Civil intensificou os trabalhos de prevenção na cidade, principalmente em áreas mais vulneráveis, como em topos e bases de morros e nas proximidades do Rio Tubarão. “Já que não podemos impedir que um evento como esse aconteça, passamos a atuar com orientação em escolas e nas comunidades mais carentes”, diz.

Fonte:  Diário do Sul


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