Museus precisarão de ajustes estruturais


Postado em 25/10/2018 às 09:36 por Rinalda Zago



Foto Divulgação

O Museu Willy Zumblick, em Tubarão, e o Museu Anita Garibaldi, em Laguna, foram os focos do segundo dia da Ação Nacional do Ministério Público brasileiro de vistoria de museus. 

A ação começou a ser articulada após o incêndio que assolou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e envolve unidades do Ministério Público estadual de 15 estados brasileiros, mais o Ministério Público Federal. O DS trouxe na época a matéria, com exclusividade, sobre a situação dos museus de Tubarão e Laguna.

As inspeções foram realizadas na manhã de ontem e a força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou a necessidade de ajustes estruturais, melhorias na equipe técnica, adequação da aquisição das obras e conservação do acervo.

No Museu Anita Garibaldi, a ação foi coordenada pela promotora de Justiça Luciana Cardoso Pilati Polli. A força-tarefa não identificou problemas estruturais graves, uma vez que o museu passou por reforma concluída em 2012, mas constatou que alguns reparos são necessários. A vistoria também verificou a necessidade de ampliação do quadro de pessoal com servidores efetivos, bem como de restauração e melhorias no sistema de conservação de peças do acervo.

Em Tubarão, a vistoria do Museu Willy Zumblick, localizado no Centro Municipal de Cultura, foi conduzida pelo promotor de Justiça Sandro de Araújo. A inspeção apontou que a estrutura precisa ser melhorada para oferecer mais segurança e conforto aos visitantes, principalmente no que diz respeito ao combate e prevenção de incêndios. Também foi observada a necessidade de qualificação de pessoal e melhorias na catalogação e exposição correta dos materiais.

Ajustes necessários

A partir das informações coletadas nas inspeções e registradas nos relatórios da força-tarefa e do Corpo de Bombeiros, o Ministério Público poderá propor os ajustes necessários por meio de recomendações ou acordos com os órgãos mantenedores dos museus ou, caso necessário, ingressar com ações civis públicas para buscar as adequações. De acordo com o promotor Sandro de Araújo, o objetivo das visitas foi ter um panorama geral da situação para que se possa adequar às necessidades apresentadas, tanto quanto ao acervo quanto à estrutura física e segurança. “Foram analisadas tanto a estrutura física quanto o acervo. Agora vamos aguardar o relatório final para dar continuidade aos trabalhos”, pontua.

Fonte: Diário do Sul


Carregando...

www.000webhost.com